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Novo jeito de morar: as cidades e as casas no pós-pandemia


Foto: freepik

Lá em meados de março, quem imaginaria que a pandemia do novo coronavírus e o distanciamento social iriam perdurar por mais de quatro meses? Pois é, e ainda não sabemos quando tudo isso vai acabar.


O que sabemos é que nossa rotina foi totalmente alterada e nossas percepções mudaram, sobretudo sobre nosso lar. E as mudanças que já têm sido feitas prezando pelo conforto, bem-estar e qualidade de vida irão nortear o pós-pandemia.


Já falamos aqui sobre as pessoas estarem desenhando um novo jeito de morar e sobre novos modelos de construção. Agora vamos abordar como as cidades – e as casas, consequentemente – irão se estruturar quando a pandemia acabar.


O futuro é de cidades bem planejadas


As casas devem ser mais acessíveis, boas e baratas. As cidades planejadas por quadras. Moradia, trabalho, lazer e mobilidade devem caminhar juntos. É assim que deve ser o futuro das cidades no pós-pandemia.


E não somos nós que estamos falando, mas um dos principais arquitetos e urbanistas do Brasil, Jaime Lerner. Em entrevista para a Folha de S.Paulo, Lerner diz que tem trabalhado com novos conceitos para cidades, com quadras menores, mais aconchegantes, espaços centrais para encontros de vizinhos e serviços acessíveis de saúde.


E desmistifica que condomínio horizontal é tendência. Para ele, esse tipo de planejamento afasta as pessoas. O ideal não é eliminar a vizinhança, porque “diversidade é qualidade de vida”.


A mesma linha de pensamento...

... é compartilhada pelo arquiteto e paisagista Benedito Abbud. Em recente entrevista, Abbud defende que as pessoas e sua relação com a cidade estejam no centro do planejamento urbano.


Segundo ele, o urbanismo brasileiro vinha sendo pautado pelo carro, assim como no modelo americano. As pessoas têm dificuldade em atravessar a rua, não há pracinhas perto de casa para elas relaxarem, as pessoas vivem sozinhas no meio de multidões.


Agora haverá um grande direcionamento de tendências em devolver a cidade para seus habitantes. Com o fim do isolamento social, haverá o reuso dos espaços públicos. Praças e parques serão mais aproveitados e deve ter inclusive internet nesses locais para que as pessoas possam trabalhar.


Com relação aos imóveis, já tem sido observado mais tendências. São elas:


Imóveis maiores de médio e alto padrão


Para se adaptar à nova realidade do distanciamento social e do trabalho remoto, os brasileiros que não perderam renda têm procurado por imóveis maiores de médio e alto padrão. O que tem feito com que o mercado imobiliário esteja aquecido.


Empresas do ramo imobiliário da capital paulista já registraram grande crescimento. As famílias estão aproveitando o regime de home office para deixar os grandes polos e adquirir imóveis maiores no interior e nas regiões metropolitanas. E há ainda a insegurança quanto à rentabilidade de investimentos que vem favorecendo a aquisição de imóveis para aplicação.

Tecnologia (mais) em alta


A pandemia do novo coronavírus também acarretou em mudanças nos serviços que envolvem contato físico e trouxe à tona medidas emergenciais de tecnologia. Conheça algumas delas:


  • Portaria remota: a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) já projetava uma alta de 30% no setor de portaria remota e monitoramento a distância para 2020. A pandemia fez com que esse crescimento acelerasse.

  • Serviços digitais: a APSA, maior gestora de propriedades do País, lançou o aplicativo “Comodidades para você” para condomínios, proprietários de imóveis e locatários. Os clientes têm acesso a facilidades como exercícios físicos e dicas de saúde, serviços de faxina, cuidados com o pet, etc. O aplicativo já tem mais de 25 mil downloads ativos.

  • Casa feita por impressora 3D: até parece mentira, mas não é. O escultor Michal Trpak e a construtora Burinka, da República Tcheca, irão construir uma casa que será impressa em 3D e ficará pronta em 48 horas. A durabilidade é estimada em até 100 anos. O imóvel terá 43 metros quadrados, três cômodos e será ancorado a um píer.

Essas já são algumas das tendências (e novidades) para as casas e cidades no pós-pandemia. Mas podem ter certeza: surgirão ainda mais. E vocês saberão de tudo acompanhando o blog da Juste.

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